Evolução dos óbitos por Aids, segundo sexo
Estado de São Paulo, 1985-2021
O panorama da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo vem apresentando ritmo de queda desde 1995, com pequenas oscilações em alguns anos. Em 1995, quando foi atingido o maior patamar, ocorreram 7.739 óbitos: 5.850 homens e 1.889 mulheres. Já em 2021, esse número caiu para 1.719, com 1.237 na população masculina e 482 na feminina. As mortes foram sempre maiores entre os homens, com razão de sexo de 6 homens para cada mulher, em 1990. Com o decorrer do tempo essa razão diminuiu e, em 2021, chegou a 2,6.
Distribuição dos óbitos por Aids, segundo grupos de idade
Estado de São Paulo, 1990-2021, em %
No início da década de 1990, a maioria das mortes por Aids era de pessoas com menos de 44 anos: quase 90% dos óbitos. Com a introdução de novos tratamentos e melhorias na qualidade de vida dos portadores da doença, a sobrevida foi aumentando. Observa-se nítida queda para esse grupo mais jovem, que concentrou, em 2015, metade dos óbitos por Aids. Já em 2021, há maior participação de pessoas com idade acima de 45 anos, que passaram a responder por quase 60% dessas ocorrências.
Evolução da idade média dos óbitos por Aids, segundo sexo
Estado de São Paulo, 1990-2021, em anos
A idade média ao morrer evidencia o ganho trazido com os tratamentos oferecidos aos portadores de Aids. Em 1990 esse indicador era 33 anos para os homens, superior ao das mulheres (29 anos). Essa idade ampliou-se gradativamente para ambos os sexos, sendo que, desde 2015, a feminina passou a superar a masculina, chegando em 2021 a 49 anos para elas e 47 para eles. A diferença, que no início era de quatro anos, diminuiu para dois, entre 1995 e 2000, e para um, de 2005 a 2015, voltando a ser dois anos em 2021.
Taxas regionais selecionadas de mortalidade por Aids
Departamentos Regionais de Saúde (DRS), 1995-2021, por 100 mil hab.
As taxas de mortalidade por Aids apontam visível queda em todas as regiões, com comportamentos diferenciados entre elas. No Estado de São Paulo, ocorreram 22,9 óbitos por 100 mil em 1995, 7,6 em 2010 e 3,8 em 2021. A DRS da Baixada Santista se destaca com as maiores taxas nesses três anos: 43,5 óbitos por 100 mil em 1995, momento mais alto da epidemia; 14,3 em 2010, ano em que a maioria das regiões já apresentava taxas inferiores a dez; e 6,8 em 2021, ainda na liderança, mas aproximando-se das demais regiões.
Fonte: Fundação Seade. Sistema de Estatísticas Vitais.