Em 2018, o Estado de São Paulo registrou taxa de mortalidade infantil de 10,7 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos (NV), mantendo o menor patamar observado nos últimos anos. No início do século XX essas taxas eram muito altas, oscilando em torno de 150 e 250 por mil, e a partir da década de 1940 a tendência é de queda contínua.
Taxa de mortalidade infantil e óbitos de menores de um ano – 1900-2018
Óbitos e taxa de mortalidade infantil – 1900-2018
Anos | Óbitos Infantis | Taxa de Mortalidade Infantil (1) |
1900 | 12.715 | 188,9 |
1930 | 32.608 | 167,9 |
1960 | 33.733 | 77,2 |
1990 | 20.384 | 31,2 |
2018 | 6.483 | 10,7 |
Taxa de mortalidade infantil, segundo idade – 1975-2018
A mortalidade pós-neonatal (28 dias a 11 meses) foi a que mais diminuiu nos últimos anos, ao passar de 48,7 óbitos por mil nascidos vivos em 1975 para 3,3 em 2018, o que representa uma redução de 15 vezes em um período de 43 anos. A mortalidade neonatal precoce (0 a 6 dias) é o componente de maior representatividade, respondendo por 48% dos óbitos infantis neste último ano.
A idade da mãe representa informação relevante para se avaliar os riscos de ocorrência de uma morte infantil. Em 2018, embora as mães com idades entre 20 e 39 anos concentrem o maior número de óbitos infantis (79%), são as crianças nascidas de mães com menos de 19 anos e com 40 anos e mais que aparecem com o maior risco de morte.
Taxa de mortalidade infantil – 2018
A distribuição municipal da mortalidade infantil apresenta grande heterogeneidade. Em 178 municípios não foi registrado nenhum óbito infantil. Já o número de municípios com taxa abaixo da média estadual totalizou 198, enquanto em 269 ela foi maior ou igual.